Fabio Gandour, cientista-chefe do Brazilian Research Lab, da IBM Research Division, respondeu pela palestra sobre Computação Cognitiva e Internet das Coisas. Seu foco foi provocar a reflexão sobre a importância de orientar a tecnologia para o atendimento às pessoas, desenvolvendo uma “forma automatizada de produzir cognição”, definiu, colocando como prioridade “alinhar as coisas, a infraestrutura, a tecnologia e as pessoas e, para isso, a conexão via internet de forma simétrica entre coisas e pessoas precisa acontecer de modo balanceado”.

Ao desenhar o cenário atual, destacou a necessidade de os fabricantes de roteadores – por exemplo – investirem para vencer a barreira que interfere na implantação do Protocolo IPv6, que permite número praticamente infinito de (340 undecilhões) de IPs distintos, ou, como ele prefere: instalação de 3 x 1024 endereços de internet por metro quadrado do planeta.

Os desafios são para todos – garantiu Gandour – e a IBM colocou em sua agenda global a computação cognitiva para levar a máquina a gerar conhecimento. “Ainda há limitações com a automatização do processo, que tem de ser feita por domínio do conhecimento”, destacou, informando que “a partir de agora, os dados capturados pelos sensores, antes de serem submetidos aos atuadores vão ter de produzir algum grau de conhecimento a partir de dados que foram transformados em informação e que, por sua vez, foi preparada para um grau de cognição”.

Os benefícios para a IoT são inquestionáveis, mas a implementação da computação cognitiva depende, segundo o cientista da IBM, da evolução das interfaces e de mudanças na forma de interação dos navegadores. Sua certeza de que a computação cognitiva é uma realidade – não um modismo – ressalta o quando essa nova disciplina é fundamental para lidar com a explosão da quantidade dos dados proporcionada pela computação social, produtora de informação desestruturada e que, para ter utilidade precisa incorporar conhecimento automatizado.

Certo de que a Internet será uma pele cobrindo o planeta inteiro e terá alguma inteligência, e “você vai estar embaixo dela”, Gandour, ao finalizar sua apresentação, falou sobre seu desafio pessoal: “encontrar algo que faça processamento de linguagem natural em português brasileiro, seus signos e significados”.