Após a palestra de Jeferson Marcondes, profissionais de renome internacional trouxeram suas experiências em interoperabilidade, segurança, com vistas a discutir a participação do Brasil em organizações internacionais de padronização, além de criação de negócio de valor com IoT. Os participantes da sessão foram Phil Beecher, presidente da Wi-Sun; e Don Reeves, da Silver Spring.

Associação de normalização, a Wi Sun estabelecida em 2012, que está presente nos Estados Unidos, em Singapura, Europa, Índia e Japão, com cerca de 100 empresas associadas, incluindo institutos governamentais, e mais de 90 produtos certificados. A apresentação marcou, também, o início de trabalho para desenvolvimento da ação regional da aliança no Brasil.

Após dar uma visão geral sobre IoT, focou em redes para Smart Cities e em normas e interoperabilidade, dedicando atenção especial às normas do IEEE, como IEEE802.15.4g. “à norma, precisa somar uma aliança com indústrias, e é aí que entra a Wi-Sun Alliance, que garante a operabilidade dos aparelhos WiFi e só cuida da camada de aperfeiçoamento e não de aplicação, e por isso, qualquer protocolo de aplicação funciona”, frisou Beecher.

Don Reeves, CTO da Silver Spring – empresa líder em plataforma de rede e provedora de soluções para smart energy – tratou dos elementos críticos para IoT, destacando a segurança como o principal gargalo, pois em um mundo de IoT “a rede tem de ir até todos os dispositivos sem falha, e toda a sociedade está cada vez mais em real time e o consumidor quer que as informações sobre seu consumo estejam disponíveis a qualquer momento”, constatou.

Usando como exemplo a companhia em que atua, Reeves destacou dois pontos que considera fundamentais na distribuição de energia: a longevidade, pois “a rede deve durar 40 anos e evoluir ao longo do tempo, incorporando novas tecnologias”; e o custo de proteção, que “tem de ser menor do que o custo dos dados protegidos”.

O caminho apontado pelo CTO é agregar valor “aos dados positivos. Embutir a segurança no processo e não confiar em nada nem em ninguém, foram outras recomendações, que se materializam em quatro lições importantes: padrões abertos e normas internacionais, arquitetura de rede com padrões definidos por aplicação, incorporar a segurança desde o início e planejar o futuro”, aconselhou, citando como exemplo a empresa em que atua.

 

Melhorar o que já existe – Completando as apresentações internacionais, a sessão Platinum, contou com palestra de Mark Roberti, fundador e editor do RFID Journal, que foi convidado pela HP. A sessão foi coordenada por Edson Perin.

O tema da apresentação foi a criação de valor para os negócios de IoT e, segundo Roberti, “IoT é para melhorar o que estamos fazendo”, ou tudo que acontece com RFID é potencializado em Internet das Coisas, com RFID sendo um dos componentes do processo.

Falando sobre aplicações de IoT em B2B e em B2C, trouxe casos de sucesso de empresas norte-americanas que, inclusive, mudaram seus modelos de negócios, passando de desenvolvedores de produtos a provedores de soluções. O foco principal da IoT, garante Roberti, está em “poder contribuir para reduzir desperdício”.