3º Congresso Brasileiro e Latino-Americano de IoT
O Fórum Brasileiro de IoT já firmou parceria com a BMComm para a realização da 3a edição do evento, a ser realizado em 2018.
Aguarde informações sobre data e local!

Plano Nacional de IoT

Auxiliando o Brasil na rota do desenvolvimento sustentável, com reflexos na competitividade econômica, na evolução dos processos industriais e na sociedade, mantendo-se alinhado ao contexto internacional de IoT.

Participação do Fórum no esforço de construção do Plano Nacional de IoT*

A divulgação oficial do Estudo Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil é um momento de alegria para os participantes do Fórum Brasileiro de IoT. A partir deste trabalho, feito em parceria com a comunidade, começa agora a parte mais crítica desta longa jornada: A implementação das propostas e o acompanhamento dos resultados e das evoluções que certamente a IoT terá nestes próximos 5 anos.

O desenvolvimento do Estudo foi de responsabilidade do consórcio escolhido pelo BNDES, composto por: McKinsey & Company, Fundação CPqD e Pereira Neto|Macedo Advogados. Sob a supervisão do BNDES, foi realizado um trabalho intenso de solicitar a participação da sociedade interessada no desenvolvimento Brasileiro.

Temos o orgulho de dizer que desde as primeiras movimentações o Fórum Brasileiro de IoT esteve à frente das iniciativas. Foi no Seminário Internacional BNDES 2014, maio 14-15:  “Internet das Coisas: Oportunidades e Perspectivas da Nova Revolução Digital para o Brasil”, patrocinado pelo BNDES, com a curadoria do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas, que este trabalho começou.

Participamos das reuniões da Câmara de Internet das Coisas (IoT), analisando os resultados intermediários e contribuindo com sugestões. Na reunião de 26 de setembro de 2017, ocorrida no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), também estivemos presentes discutindo as últimas proposições do estudo.

Foi gigantesco o trabalho de construir o estudo, desde 2016, a partir da preparação pelo BNDES da chamada de propostas para um projeto FEP sobre IoT. O número de propostas foi tão grande que obrigou a um trabalho muito maior do que o esperado. Tudo foi considerado na decisão final do acordo entre o MCTIC e o BNDES, primordial para alavancar a implantação da Internet das Coisas, na forma de um Plano Nacional que possa inserir definitivamente o Brasil na rota do desenvolvimento sustentável, com reflexos na competitividade econômica, na evolução dos processos industriais e na sociedade. E as proposições partem de três iniciativas básicas: formar um ecossistema de inovação; uma plataforma online para acompanhamento das iniciativas como um Observatório de IoT; e a publicação de uma cartilha para orientar os gestores públicos.

A Câmara de Internet das Coisas, formada por mais de 50 instituições, dentre órgãos de governo, iniciativa privada, universidades e centros de pesquisa, viabilizou toda a cooperação técnica dos estudos promovidos pelo MCTIC e o BNDES para implantar o Plano Nacional de IoT. Resta agora ser levado à sociedade e disseminado como solução, representando um grande salto para o futuro, ao levar eficiência por meio da conexão de máquinas e objetos. Divididos em segmentos: Cidades, Saúde, Agronegócio e Indústria, a Internet das Coisas vai promover mobilidade, infraestrutura dinâmica e funcionalidade. Nessa segmentação, as Cidades terão mais qualidade de vida ao contar com tecnologias e
práticas de gestão integrada dos serviços, da segurança pública e da infraestrutura urbana. O serviço de Saúde será aprimorado com a descentralização dos processos, integração de dados dos pacientes e das unidades de saúde. Uma grande aposta brasileira é no Agronegócio, gerando significativo aumento a produtividade, colocando o Brasil como referência em sustentabilidade socioambiental do setor e como exportador de soluções de IoT para agropecuária tropical. Tudo isso sem falar na produtividade da indústria, tornando os processos mais eficientes, com a integração das cadeias produtivas, com resultados diretos nos modelos de negócios de maior valor agregado.

O estudo contempla ainda outros aspectos que são capital humano, inovação e inserção internacional, aspectos regulatórios e infraestrutura de conectividade. Isso significa, na prática, a necessidade de ampliação da força de trabalho qualificada em IoT; financiamento e contrato para serviços públicos; preocupação com o marco regulatório para proteção de dados pessoais; e o aumento da oferta de redes de comunicações para suportar a demanda pelos serviços.

*Gabriel Marão é presidente do Fórum Brasileiro de IoT e coordenador do Congresso Brasileiro e Latino-Americano de Internet das Coisas.

Sobre o Fórum Brasileiro de IoT: Resultado de várias ações iniciadas anos antes, em 2011 se constituiu o Fórum formado por representantes do mercado, da academia e do governo, com o objetivo de alertar para a importância da IoT e identificar os obstáculos que dificultem a adoção do conceito de IoT no Brasil. Atualmente conta com mais de 3 mil seguidores. Os objetivos sociais do Fórum estão estabelecidos no seu estatuto. Constituem objetivos sociais do Fórum: I) analisar a evolução de Internet das Coisas no Brasil e no mundo; II) incentivar e manter a mobilização brasileira em torno da Internet das Coisas e III) propor agenda estratégica de inovação para a Internet das Coisas no Brasil.