Um planejamento de cinco anos para IoT no Brasil e Plano Nacional de Internet das Coisas foram temas desenvolvidos em sessão focada em Políticas Públicas, apresentados, respectivamente, por Ricardo Rivera, gerente do Departamento de Indústrias de TIC do BNDES, e Thales Marçal Vieira Neto, gerente de Projetos e condutor dos trabalhos da Câmara de IoT do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Rivera iniciou falando do valor de IoT para o BNDES, que impacta duas áreas: econômica e socioambiental. E é buscando desenvolver esses impactos que a instituição está desenvolvendo um projeto com vistas a propor um projeto para o País, em 20 anos, apresentando os planos e Instrumentos de Apoio do BNDES ao Setor de TICs e a metodologia do trabalho em aplicação na elaboração do plano de ação 2017-2022 para alavancar o desenvolvimento de IoT no País, considerando uma visão balanceada entre inovação e adensamento tecnológico local e benefícios para a sociedade.

O projeto em estudo (FEP IoT) leva em conta setores de aplicação e trabalha com as forças envolvidas no processo – absorção da tecnologia pelo mercado (que é muito rápida), recursos humanos, inovação, demanda diversificada, incentivos fiscais e financeiros e vantagem competitiva em áreas do agronegócio e da mineração, entre outras, assim como com oportunidades, que estão vinculadas a necessidade de bem-estar (devido a  cidades populosas, sistema integrado de saúde (SUS) , agenda urbana; produtividade em agronegócio, logística, insumos básicos (mineração, P&C, P&G); e energia renovável. Em paralelo, garantiu Rivera, há fraquezas e ameaças convivendo, e listou infraestrutura, falta de política pública a longo prazo, dicotomia entre empresa e mercado, entre as fraquezas que se aliam a ameaças tais como “perda de competitividade do setor industrial e tsunami de novos modelos globais e rapidamente escaláveis”.

Informou, também, que o plano se combinará com ações da Câmara de IoT do MCTIC e definirá quais políticas e estratégias o País deve adotar para capturar a oportunidade da IoT. Para isso, até outubro deve ser divulgada a empresa a ser contratada para elaboração e desenvolvimento do projeto.

Thales Marçal Vieira Neto – gerente de Projetos e condutor dos trabalhos da Câmara de IoT do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) – focou sua palestra na apresentação do Plano Nacional de Internet das Coisas, na mudança da câmara em decorrência das alterações no Governo e em parceria com a União Europeia que promove workshops no Brasil para empresas brasileiras.

Informou, ainda, que está sendo finalizada uma descrição para uma consulta pública a ser lançada com o objetivo de promover a interoperabilidade e trabalhará em quatro eixos fundamentais – coordenação, promoção, capacitação e operacionalização – para criar uma rede de referências, que coordene e dê suporte às diferentes soluções desenvolvidas em relação ao desenvolvimento tecnológico e capacitação de negócio em âmbito de mercado interno e externo.