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IoT no Saneamento: O Brasil Entra em Escala

IoT no Saneamento: O Brasil Entra em Escala O saneamento entrou definitivamente na agenda da transformação digital brasileira. O contrato firmado entre Sabesp e Vivo, estimado em R$ 3,8 bilhões, marca um dos maiores projetos de Internet das Coisas aplicados à infraestrutura urbana no mundo. A iniciativa prevê a substituição de milhões de hidrômetros convencionais por dispositivos inteligentes conectados via NB-IoT até 2029. O movimento vai além da modernização tecnológica. A pressão real está na necessidade de reduzir perdas, melhorar eficiência operacional, ampliar previsibilidade da demanda e preparar a infraestrutura urbana para uma gestão mais orientada por dados. O saneamento deixou de ser infraestrutura. Agora é também uma decisão de dados. O RUÍDO DO MERCADO A narrativa dominante sugere que IoT representa uma solução imediata para os desafios históricos do saneamento. O discurso costuma enfatizar consumo em tempo real, automação completa e digitalização total da operação. Em muitos casos, a percepção transmitida é que instalar sensores e conectividade já seria suficiente para gerar eficiência estrutural. Na prática, a adoção é mais complexa. Projetos dessa escala exigem integração entre dispositivos, redes de comunicação, plataformas analíticas, sistemas de faturamento, atendimento digital e operação de campo. Sem coordenação operacional, a tecnologia apenas aumenta o volume de dados sem necessariamente melhorar a capacidade de resposta. O risco está em tratar IoT como aquisição de hardware quando o desafio real é transformação operacional. O QUE ESTÁ REALMENTE ACONTECENDO O projeto utiliza conectividade NB-IoT (Narrowband Internet of Things), tecnologia desenvolvida para dispositivos de baixo consumo energético e transmissão contínua de pequenos volumes de dados. Isso permite leitura remota dos hidrômetros, comunicação automática entre dispositivos e redução da necessidade de visitas presenciais para coleta de consumo. Na prática, a operação passa a ter acesso contínuo a informações como padrões de consumo, anomalias, possíveis vazamentos e comportamento da rede em diferentes regiões da cidade. O avanço é relevante porque o saneamento historicamente opera com baixa granularidade de dados. Mesmo assim, a maturidade ainda não é plena. A capacidade de coletar informação evoluiu mais rápido do que a capacidade de transformar esses dados em decisões operacionais em larga escala. IMPACTO E APLICABILIDADE NO BRASIL O impacto mais relevante do projeto não está apenas na digitalização da experiência do consumidor, mas na possibilidade de transformar a gestão hídrica urbana por meio de dados em tempo real. Em um cenário marcado por perdas elevadas de água tratada, pressão regulatória crescente e necessidade de expansão da infraestrutura, a medição inteligente pode melhorar planejamento, priorização de manutenção e eficiência operacional. A aplicação já faz sentido para concessionárias com grande volume operacional, metas de eficiência e maior maturidade tecnológica. Operadores que enfrentam altos custos de leitura presencial, perdas relevantes e necessidade de ampliar capacidade analítica tendem a capturar valor mais rapidamente com IoT. Ao mesmo tempo, o avanço não será homogêneo no país. A maturidade tecnológica entre municípios ainda é desigual. Enquanto grandes operadores possuem maior capacidade de investimento e integração sistêmica, cidades menores continuam enfrentando limitações de infraestrutura, conectividade e capacidade técnica. Nesse contexto, organizações com baixa integração operacional, cadastro inconsistente ou processos ainda manuais precisarão estruturar sua base antes de escalar investimentos em conectividade. A tecnologia pode acelerar eficiência. Mas não substitui arquitetura operacional. Instalação até 2029 – Operação até 2039 O contrato, se estende até 2039, garantindo o suporte contínuo para operação, manutenção e integração sistêmica dos dados a longo prazo. 3 milhões de atendimentos virtuais Canal digital realizou 3 milhões de atendimentos e movimentou R$ 96 milhões em apenas 60 dias. O Fim da “Operação às Cegas” Historicamente, o saneamento operou com baixa granularidade de informações. A tecnologia NB-IoT muda esse cenário ao permitir a transmissão contínua de pequenos volumes de dados, o que viabiliza o monitoramento remoto de padrões de consumo e a detecção rápida de vazamentos ou anomalias. /wp-content/uploads/2026/05/Sabesp_e_Vivo__IoT_na_Agua.mp4 O projeto Sabesp Vivo sinaliza uma mudança estrutural no saneamento brasileiro. Mais do que digitalizar hidrômetros, o movimento mostra que a infraestrutura urbana começa a migrar para um modelo orientado por conectividade, dados e capacidade analítica. O potencial de eficiência é real, mas a escala sustentável dependerá menos da tecnologia instalada e mais da capacidade operacional de transformar informação em decisão. No saneamento, o desafio não é apenas conectar dispositivos. É construir operações mais inteligentes, responsivas e preparadas para gerir cidades em tempo real. CONCLUSÃO Sabesp e Vivo fecham contrato de R$ 3,8 bilhões para IoT em medidores FONTE Sua visão fortalece o ecossistema de IoT no Brasil Queremos evoluir a cada edição, trazendo conteúdos cada vez mais relevantes para o desenvolvimento do IoT no país. Sua avaliação é fundamental para aprimorarmos a curadoria, aprofundarmos os debates e conectarmos ainda mais o mercado, a indústria, o setor público e a academia. Conte para nós o que achou desta edição e aproveite para sugerir temas que você gostaria de ver nas próximas newsletters do Fórum Brasileiro de IoT. Newsletter_FBIoT Nome CompletoEmailMensagemSubmit

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IA Embarcada – Desvendando o Futuro

IA Embarcada – Desvendando o Futuro O mercado fala sobre inteligência artificial de forma ampla. A decisão real, no entanto, mudou de lugar. Não é mais apenas sobre usar IA, mas sobre onde essa inteligência deve operar. A IA embarcada surge como resposta direta a limitações práticas do IoT. Latência, custo de transmissão de dados e dependência de conectividade deixam de ser questões técnicas e passam a ser decisões operacionais. Isso pressiona empresas a revisarem sua arquitetura digital não apenas adicionarem IA. O movimento não é marginal. O mercado global já ultrapassa US$ 10 bilhões e projeta crescimento acelerado até o fim da década. A decisão deixou de ser usar IA passou a ser onde ela roda, pressionando arquitetura, custo e operação. O RUÍDO DO MERCADO A narrativa dominante sugere que dispositivos se tornarão autônomos por padrão. A ideia de que basta incorporar um chip com IA para resolver problemas complexos ganhou força. Também se dissemina a visão de que a dependência da nuvem será rapidamente substituída por processamento local. Na prática, essa leitura simplifica o problema. Processar na borda não elimina complexidade. Apenas muda sua localização. O que antes estava concentrado em data centers passa a exigir decisões mais sofisticadas em hardware, integração e gestão do ciclo de vida dos dispositivos. O QUE ESTÁ REALMENTE ACONTECENDO A IA embarcada já entrega valor. Mas ainda de forma concentrada. Os casos mais consolidados estão em visão computacional, detecção de anomalias e aplicações industriais e automotivas. Esses cenários têm uma característica comum: exigem resposta em tempo real e não podem depender de conectividade contínua. Um novo vetor começa a ganhar espaço. A evolução recente aponta para a incorporação de IA generativa diretamente nos dispositivos. Ainda em estágio inicial, mas com potencial relevante de expansão. No Brasil, a maturidade ainda está concentrada em pilotos. A escala depende de fatores estruturais: custo de hardware, padronização tecnológica, integração com sistemas existentes e capacidade técnica das equipes. IMPACTO E APLICABILIDADE NO BRASIL A IA embarcada não avança de forma uniforme no Brasil. Ela se concentra onde a operação impõe limites claros latência, conectividade instável ou alto volume de dados tornam o modelo centralizado inviável. Por isso, setores como indústria, agronegócio, mobilidade e energia lideram esse movimento. Nesses contextos, o valor já é concreto. A decisão local permite continuidade operacional, reduz dependência de rede e otimiza custos de transmissão. Não é sobre inovação incremental é sobre viabilizar operação. Ao mesmo tempo, o avanço esbarra em restrições estruturais. A infraestrutura é desigual, o acesso a hardware ainda é limitado e há dependência de fornecedores externos. Soma-se a isso a escassez de profissionais com experiência em edge AI. Por isso, a aplicabilidade não é universal. Organizações com arquitetura centralizada ou baixa maturidade em dados precisam preparar o terreno. Sem revisão de arquitetura e governança, a adoção tende a aumentar a complexidade não o retorno. Mercado de IA embarcada já ultrapassa $10 bi Viabiliza decisões em tempo real na indústria, superando as barreiras de latência e da conectividade instável 25% ao ano triplicando de tamanho até 2029 Para absorver essa expansão, a adoção exige redistribuição de investimentos (CAPEX) e revisão profunda da arquitetura. IA embarcada teve um salto de 22% em apenas um ano O processamento local na borda permite reações em milissegundos, superando a infraestrutura desigual do Brasil e garantindo a continuidade de operações críticas na indústria. /wp-content/uploads/2026/04/IA_Embarcada.mp4 O hype acelera a expectativa ao sugerir autonomia generalizada e substituição da nuvem. A maturidade real ainda está concentrada em casos específicos e projetos piloto. No Brasil, os principais desafios estão relacionados a custo, infraestrutura e capacitação. Empresas com operações sensíveis à latência ou conectividade já devem agir. Organizações com baixa maturidade arquitetural devem priorizar preparação antes de investir. CONCLUSÃO Sua visão fortalece o ecossistema de IoT no Brasil Queremos evoluir a cada edição, trazendo conteúdos cada vez mais relevantes para o desenvolvimento do IoT no país. Sua avaliação é fundamental para aprimorarmos a curadoria, aprofundarmos os debates e conectarmos ainda mais o mercado, a indústria, o setor público e a academia. Conte para nós o que achou desta edição e aproveite para sugerir temas que você gostaria de ver nas próximas newsletters do Fórum Brasileiro de IoT. Newsletter_FBIoT Nome CompletoEmailMensagemSubmit RECENTES IA Embarcada – Desvendando o Futuro USP lança sua PocketFab Smart Water no Brasil (Parte02)

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USP lança sua PocketFab

USP lança sua PocketFab O mercado voltou a discutir semicondutores com intensidade mas a decisão central não é sobre produzir chips. É sobre como o Brasil pretende se posicionar em uma cadeia altamente concentrada e estratégica. O lançamento da PocketFab pela USP insere uma nova variável nessa equação. Em vez de replicar o modelo tradicional de fábricas de alto custo e escala massiva, a proposta aposta em modularidade, portabilidade e proximidade com a pesquisa aplicada. Isso desloca a discussão: não se trata apenas de capacidade industrial, mas de arquitetura de inovação. A PocketFab sinaliza essa mudança: menos foco em escala industrial, mais em arquitetura de inovação aplicada. O RUÍDO DO MERCADO A narrativa dominante sugere que iniciativas como essa podem acelerar a entrada do Brasil no mapa global dos semicondutores. A ideia de uma fábrica portátil reforça a percepção de democratização da produção e redução de barreiras tecnológicas. No entanto, o setor continua estruturado por alta concentração geopolítica, domínio tecnológico restrito e cadeias produtivas complexas. A descentralização é possível em partes da cadeia, mas não elimina dependências críticas. O ruído está na simplificação. Um novo modelo fabril não resolve, isoladamente, um problema que envolve tecnologia, capital, talento e coordenação nacional. O QUE ESTÁ REALMENTE ACONTECENDO A PocketFab atua em um ponto específico e relevante: o desenvolvimento e a prototipagem de chips. Isso permite ciclos mais rápidos de teste, reduz custo de entrada e aproxima universidades, startups e indústria. Esse avanço é consistente com o estágio atual do Brasil, onde a maturidade ainda está concentrada em iniciativas experimentais e pilotos estruturados. A produção em larga escala, com alta complexidade, continua dependente de infraestruturas que o país ainda não possui. O movimento, portanto, não substitui o modelo global existente. Ele cria uma camada complementar focada em inovação aplicada. IMPACTO E APLICABILIDADE NO BRASIL No contexto brasileiro, o impacto tende a ser mais direto em setores que dependem de customização tecnológica e integração com desenvolvimento local. Indústrias que operam com IoT, automação e sistemas embarcados podem se beneficiar da proximidade entre concepção e teste. Ao mesmo tempo, persistem limitações estruturais. A ausência de clusters consolidados, a fragmentação do ecossistema e um ambiente regulatório ainda em evolução dificultam ganhos de escala. A complexidade não está apenas na tecnologia. Está na capacidade de coordenar múltiplos atores em um sistema ainda pouco integrado. Para organizações com P&D estruturado, a aplicabilidade é clara. A PocketFab reduz o tempo entre ideia e validação, além de ampliar o controle sobre o desenvolvimento de hardware. Para a maior parte das empresas, o valor ainda é indireto. O impacto ocorre via fortalecimento do ecossistema e geração de capacidade tecnológica nacional. A decisão, neste momento, não é adotar ou não. É entender quando e como se posicionar para capturar valor no médio prazo. Espaço total necessário 200 m² Instalação da fábrica modular de semicondutores PocketFab 4 tecnologias de fronteira Semicondutores, Inteligência Artificial, Tecnologias Quânticas e Tomografia 3 grandes instituições Atuando como atores coordenados (USP, Fiesp e Senai-SP). /wp-content/uploads/2026/03/A_Fabrica_de_Chips_de_Bolso.mp4 O movimento reforça uma mudança importante: o Brasil começa a testar modelos próprios, em vez de tentar replicar estruturas globais. O hype acelera expectativas sobre inserção internacional, mas a maturidade real ainda está em pilotos e desenvolvimento aplicado. O país enfrenta desafios de integração, escala e coordenação institucional. Organizações com foco em inovação e desenvolvimento tecnológico devem se aproximar agora, explorando oportunidades de experimentação. As demais devem acompanhar o movimento e preparar capacidades internas. CONCLUSÃO https://jornal.usp.br/institucional/usp-lanca-quatro-iniciativas-estrategicas-para-a-inovacao-brasileira/ REFERÊNCIAS Sua visão fortalece o ecossistema de IoT no Brasil Queremos evoluir a cada edição, trazendo conteúdos cada vez mais relevantes para o desenvolvimento do IoT no país. Sua avaliação é fundamental para aprimorarmos a curadoria, aprofundarmos os debates e conectarmos ainda mais o mercado, a indústria, o setor público e a academia. Conte para nós o que achou desta edição e aproveite para sugerir temas que você gostaria de ver nas próximas newsletters do Fórum Brasileiro de IoT. Newsletter_FBIoT Nome CompletoEmailMensagemSubmit RECENTES USP lança sua PocketFab Smart Water no Brasil (Parte02) Smart Water no Brasil (Parte01)

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Computação de Borda – Onde Nascem os Dados

Onde Nascem os Dados que Movem sua Operação Uma estimativa amplamente citada em estudos de mercado aponta que até 75% dos dados corporativos serão gerados fora dos data centers tradicionais até o final desta década. A projeção aparece em análises de empresas como Lenovo, IDC e Gartner e reflete uma mudança relevante na arquitetura da informação empresarial. Durante décadas, os dados corporativos surgiam majoritariamente em sistemas centrais ERPs, CRMs, bancos de dados financeiros e plataformas administrativas. Hoje, essa lógica começa a mudar. Cada vez mais dados nascem diretamente na operação: em máquinas industriais, sensores ambientais, dispositivos conectados, veículos e infraestruturas inteligentes. A informação deixa de ser apenas administrativa e passa a refletir o funcionamento real dos processos físicos. Isso cria uma nova dinâmica para a inteligência empresarial. A pergunta estratégica deixa de ser apenas como armazenar dados e passa a ser como transformar dados operacionais distribuídos em decisão organizacional. A próxima geração de dados corporativos não será criada em sistemas centrais, mas diretamente na operação. O RUÍDO DO MERCADO A narrativa dominante no setor de tecnologia costuma simplificar essa transformação. A promessa recorrente é que a combinação de IoT, Edge Computing e redes avançadas automaticamente transformará empresas em organizações orientadas por dados. Na prática, a realidade costuma ser menos linear. A maioria das empresas consegue coletar dados operacionais. O desafio maior está em interpretar esses dados e incorporá-los aos processos de decisão. Grande parte dos projetos de IoT ainda se encontra em fases de teste, pilotos ou implementações localizadas. Escalar essas iniciativas exige integração tecnológica, governança de dados e mudanças organizacionais que muitas vezes são subestimadas. Ou seja: a tecnologia está disponível, mas a maturidade organizacional ainda está em evolução. O QUE ESTÁ REALMENTE ACONTECENDO A geração distribuída de dados corporativos depende da interação de três camadas tecnológicas principais: Internet das Coisas, computação de borda e infraestrutura de conectividade. A Internet das Coisas funciona como o ponto inicial desse fluxo. Sensores e dispositivos conectados capturam informações diretamente do ambiente físico desde o desempenho de máquinas industriais até condições ambientais, movimentação de ativos e comportamento de consumidores em espaços físicos. Esses dados são predominantemente operacionais. Diferentemente dos registros administrativos tradicionais, eles descrevem como os processos realmente acontecem. Na indústria, sensores instalados em equipamentos permitem monitorar vibração, temperatura e consumo energético. A análise desses dados pode indicar padrões de desgaste em componentes mecânicos, possibilitando manutenção preditiva e reduzindo paradas inesperadas na produção. No agronegócio, sensores de solo e estações meteorológicas conectadas ajudam produtores a acompanhar condições de cultivo em tempo real. Informações sobre umidade, nutrientes e temperatura permitem ajustar irrigação e uso de fertilizantes de forma mais precisa. No varejo físico, tecnologias como sensores de presença e etiquetas RFID permitem observar o fluxo de clientes dentro das lojas e monitorar estoques com maior precisão. Esses dados ajudam empresas a reduzir rupturas de estoque e compreender padrões de circulação dentro do ambiente comercial. Na área da saúde, dispositivos vestíveis e equipamentos médicos conectados permitem acompanhar indicadores fisiológicos de pacientes de forma contínua, criando novas possibilidades para monitoramento remoto e intervenções precoces. Esses exemplos mostram que a IoT não representa apenas uma camada de conectividade. Ela transforma processos físicos em fluxos de dados analisáveis. IMPACTO E APLICABILIDADE NO BRASIL No Brasil, a adoção de soluções baseadas em Internet das Coisas tem avançado principalmente em setores que dependem de operações físicas intensivas. Agronegócio, energia, mineração, logística e indústria estão entre os segmentos que mais utilizam sensores, dispositivos conectados e sistemas de monitoramento para acompanhar o funcionamento de ativos e otimizar processos operacionais. No agronegócio, a agricultura de precisão se tornou um dos exemplos mais visíveis dessa aplicação. Sensores instalados no solo, drones e imagens de satélite permitem monitorar lavouras em larga escala, acompanhando variáveis como umidade, temperatura e condições do solo. Com base nesses dados, produtores conseguem ajustar decisões de plantio, irrigação e aplicação de insumos com maior precisão, reduzindo desperdícios e melhorando a produtividade. Na logística, tecnologias de rastreamento de veículos e cargas também se tornaram cada vez mais comuns. Sistemas de telemetria permitem acompanhar rotas, consumo de combustível, comportamento de condução e condições de transporte em tempo real. Isso amplia a visibilidade sobre a operação, facilita a gestão de frotas e contribui para a redução de custos operacionais. Apesar desses avanços, a adoção da IoT no país ainda ocorre de forma desigual. Em algumas regiões, limitações de infraestrutura de conectividade dificultam a implantação de soluções em larga escala. Além disso, muitas organizações enfrentam desafios relacionados à integração com sistemas legados e à escassez de profissionais especializados em dados, automação e segurança digital. Como resultado, grande parte das empresas ainda se encontra em fases iniciais de adoção, conduzindo projetos piloto ou implementações localizadas antes de expandir essas tecnologias para toda a operação. Essa etapa de experimentação é comum em processos de transformação tecnológica e tende a definir o ritmo de expansão das iniciativas nos próximos anos. 100mi de dispositivos IoT sensores e equipamentos começam a transformar processos físicos em dados analisáveis. 90% menos latência aplicações críticas conseguem responder em tempo real. dados processados na borda decisões operacionais passam a acontecer mais perto da fonte dos dados. 75% dos dados corporativos serão gerados fora dos data centers tradicionais até 2030. A inteligência das empresas está migrando dos sistemas centrais para a borda da operação.(IDC / Lenovo) /wp-content/uploads/2026/03/A_Revolucao_dos_Dados_na_Borda.mp4 O debate sobre a geração de dados na borda da operação costuma destacar principalmente o potencial tecnológico dessas soluções. No entanto, na prática, essa transformação tende a ocorrer de forma mais gradual do que muitas narrativas de mercado sugerem. O avanço da Internet das Coisas, da computação de borda e das redes inteligentes indica que uma parcela crescente dos dados corporativos passará a ser produzida fora dos ambientes tradicionais de tecnologia da informação. Sensores, dispositivos conectados e infraestruturas inteligentes passam a registrar continuamente informações sobre o funcionamento de processos físicos, ampliando a capacidade das organizações de monitorar suas operações em tempo real. Esse movimento cria oportunidades relevantes para otimização operacional, automação de processos e desenvolvimento de novos

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Isenção do FISTEL para IoT no Brasil

ISENÇÃO DO FISTEL PARA IoT NO BRASIL A Internet das Coisas deixou de ser promessa tecnológica. Ela já está presente no agronegócio, na indústria, na logística e na infraestrutura urbana. A decisão estratégica, portanto, não é mais se a IoT será adotada, mas em quais condições ela será economicamente viável no Brasil. A prorrogação, por cinco anos, da isenção de tributos que incidem sobre dispositivos IoT incluindo as taxas do FISTEL altera diretamente essa equação. O tema pode parecer regulatório, mas seu efeito é operacional e financeiro. Ele impacta a capacidade real de escalar projetos. A escala da IoT no Brasil depende menos de tecnologia e mais de viabilidade econômica. O RUÍDO DO MERCADO A narrativa dominante associa o crescimento da IoT à expansão do 5G, à computação em nuvem e à inteligência artificial. A promessa implícita é que o avanço tecnológico, por si só, garantiria a massificação. Na prática, o principal obstáculo sempre foi estrutural. Dispositivos IoT operam, em sua maioria, com baixo valor unitário e margens reduzidas. A incidência de taxas fixas anuais por equipamento cria uma distorção econômica severa quando o modelo depende de milhares ou milhões de sensores distribuídos. Não se trata de capacidade tecnológica. Trata-se de arquitetura de custo. O QUE ESTÁ REALMENTE MUDA A legislação recém-sancionada prorroga a desoneração de tributos que incidiriam sobre dispositivos de Internet das Coisas e satélites de pequeno porte, incluindo as taxas de fiscalização de instalação e funcionamento vinculadas ao FISTEL. Sem essa isenção, cada dispositivo ativo estaria sujeito a cobrança anual. Em um ecossistema projetado para operar em grande escala, esse custo recorrente inviabilizaria modelos baseados em sensores de baixo valor. Um equipamento que custa poucas dezenas de reais não pode sustentar uma taxa anual proporcionalmente elevada. A prorrogação não cria a IoT no Brasil. Mas remove um fator que limitava sua escalabilidade. IMPACTO SETORIAL No agronegócio, sensores de solo, clima e rastreamento animal dependem de volume e baixo custo unitário para gerar retorno consistente. Na indústria, monitoramento de máquinas e manutenção preditiva exigem milhares de pontos de coleta distribuídos. Em cidades inteligentes, iluminação pública, gestão de resíduos e monitoramento ambiental operam com alta densidade de dispositivos. Na saúde conectada, dispositivos de monitoramento remoto precisam ser economicamente acessíveis para viabilizar modelos preventivos. Em todos esses casos, o custo fixo por dispositivo afeta diretamente o modelo de negócio. A desoneração não garante adoção automática, mas restabelece viabilidade econômica. Ganho de Eficiência +25% Sensores em escala elevam performance operacional. Indústrias Digitalizadas 69% Adoção inicial já consolidada. Projeto com 100 Mil Dispositivos: Impacto milionário Taxa fixa anual altera o ROI em cinco anos. /wp-content/uploads/2026/02/videoplayback.mp4 O debate sobre IoT costuma enfatizar inovação. A decisão real envolve estrutura. A prorrogação da isenção do FISTEL reduz uma barreira crítica à expansão da Internet das Coisas no Brasil. Ela cria previsibilidade temporária e melhora a viabilidade financeira de projetos de larga escala. No entanto, escala sustentável dependerá de planejamento, arquitetura operacional e governança. Não se trata de celebrar incentivo fiscal. Trata-se de entender seu papel estratégico. O FBIoT seguirá atuando para que a evolução regulatória acompanhe a maturidade tecnológica do país, transformando complexidade em decisão qualificada. Menos promessa. Mais aplicação. CONCLUSÃO REFERÊNCIAS Indústria 4.0: 69% das indústrias brasileiras fazem uso de tecnologia digital – Agência de Notícias da Indústria 69% das indústrias brasileiras usam tecnologias digitais; veja raio-X da Indústria 4.0 no país Sua visão fortalece o ecossistema de IoT no Brasil Queremos evoluir a cada edição, trazendo conteúdos cada vez mais relevantes para o desenvolvimento do IoT no país. Sua avaliação é fundamental para aprimorarmos a curadoria, aprofundarmos os debates e conectarmos ainda mais o mercado, a indústria, o setor público e a academia. Conte para nós o que achou desta edição e aproveite para sugerir temas que você gostaria de ver nas próximas newsletters do Fórum Brasileiro de IoT. Newsletter_FBIoT Full NameEmailMensagemSubmit RECENTES Consolidação do 5G no Brasil Isenção do FISTEL para IoT no Brasil iBOI – “Mais IoT na pecuária”