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5G e 6G Edge Computing Evento Parceiro Inteligência Artificial

USP lança sua PocketFab

USP lança sua PocketFab O mercado voltou a discutir semicondutores com intensidade mas a decisão central não é sobre produzir chips. É sobre como o Brasil pretende se posicionar em uma cadeia altamente concentrada e estratégica. O lançamento da PocketFab pela USP insere uma nova variável nessa equação. Em vez de replicar o modelo tradicional de fábricas de alto custo e escala massiva, a proposta aposta em modularidade, portabilidade e proximidade com a pesquisa aplicada. Isso desloca a discussão: não se trata apenas de capacidade industrial, mas de arquitetura de inovação. A PocketFab sinaliza essa mudança: menos foco em escala industrial, mais em arquitetura de inovação aplicada. O RUÍDO DO MERCADO A narrativa dominante sugere que iniciativas como essa podem acelerar a entrada do Brasil no mapa global dos semicondutores. A ideia de uma fábrica portátil reforça a percepção de democratização da produção e redução de barreiras tecnológicas. No entanto, o setor continua estruturado por alta concentração geopolítica, domínio tecnológico restrito e cadeias produtivas complexas. A descentralização é possível em partes da cadeia, mas não elimina dependências críticas. O ruído está na simplificação. Um novo modelo fabril não resolve, isoladamente, um problema que envolve tecnologia, capital, talento e coordenação nacional. O QUE ESTÁ REALMENTE ACONTECENDO A PocketFab atua em um ponto específico e relevante: o desenvolvimento e a prototipagem de chips. Isso permite ciclos mais rápidos de teste, reduz custo de entrada e aproxima universidades, startups e indústria. Esse avanço é consistente com o estágio atual do Brasil, onde a maturidade ainda está concentrada em iniciativas experimentais e pilotos estruturados. A produção em larga escala, com alta complexidade, continua dependente de infraestruturas que o país ainda não possui. O movimento, portanto, não substitui o modelo global existente. Ele cria uma camada complementar focada em inovação aplicada. IMPACTO E APLICABILIDADE NO BRASIL No contexto brasileiro, o impacto tende a ser mais direto em setores que dependem de customização tecnológica e integração com desenvolvimento local. Indústrias que operam com IoT, automação e sistemas embarcados podem se beneficiar da proximidade entre concepção e teste. Ao mesmo tempo, persistem limitações estruturais. A ausência de clusters consolidados, a fragmentação do ecossistema e um ambiente regulatório ainda em evolução dificultam ganhos de escala. A complexidade não está apenas na tecnologia. Está na capacidade de coordenar múltiplos atores em um sistema ainda pouco integrado. Para organizações com P&D estruturado, a aplicabilidade é clara. A PocketFab reduz o tempo entre ideia e validação, além de ampliar o controle sobre o desenvolvimento de hardware. Para a maior parte das empresas, o valor ainda é indireto. O impacto ocorre via fortalecimento do ecossistema e geração de capacidade tecnológica nacional. A decisão, neste momento, não é adotar ou não. É entender quando e como se posicionar para capturar valor no médio prazo. Espaço total necessário 200 m² Instalação da fábrica modular de semicondutores PocketFab 4 tecnologias de fronteira Semicondutores, Inteligência Artificial, Tecnologias Quânticas e Tomografia 3 grandes instituições Atuando como atores coordenados (USP, Fiesp e Senai-SP). /wp-content/uploads/2026/03/A_Fabrica_de_Chips_de_Bolso.mp4 O movimento reforça uma mudança importante: o Brasil começa a testar modelos próprios, em vez de tentar replicar estruturas globais. O hype acelera expectativas sobre inserção internacional, mas a maturidade real ainda está em pilotos e desenvolvimento aplicado. O país enfrenta desafios de integração, escala e coordenação institucional. Organizações com foco em inovação e desenvolvimento tecnológico devem se aproximar agora, explorando oportunidades de experimentação. As demais devem acompanhar o movimento e preparar capacidades internas. CONCLUSÃO https://jornal.usp.br/institucional/usp-lanca-quatro-iniciativas-estrategicas-para-a-inovacao-brasileira/ REFERÊNCIAS Sua visão fortalece o ecossistema de IoT no Brasil Queremos evoluir a cada edição, trazendo conteúdos cada vez mais relevantes para o desenvolvimento do IoT no país. Sua avaliação é fundamental para aprimorarmos a curadoria, aprofundarmos os debates e conectarmos ainda mais o mercado, a indústria, o setor público e a academia. Conte para nós o que achou desta edição e aproveite para sugerir temas que você gostaria de ver nas próximas newsletters do Fórum Brasileiro de IoT. Newsletter_FBIoT Nome CompletoEmailMensagemSubmit RECENTES USP lança sua PocketFab Smart Water no Brasil (Parte02) Smart Water no Brasil (Parte01)

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Computação de Borda – Onde Nascem os Dados

Onde Nascem os Dados que Movem sua Operação Uma estimativa amplamente citada em estudos de mercado aponta que até 75% dos dados corporativos serão gerados fora dos data centers tradicionais até o final desta década. A projeção aparece em análises de empresas como Lenovo, IDC e Gartner e reflete uma mudança relevante na arquitetura da informação empresarial. Durante décadas, os dados corporativos surgiam majoritariamente em sistemas centrais ERPs, CRMs, bancos de dados financeiros e plataformas administrativas. Hoje, essa lógica começa a mudar. Cada vez mais dados nascem diretamente na operação: em máquinas industriais, sensores ambientais, dispositivos conectados, veículos e infraestruturas inteligentes. A informação deixa de ser apenas administrativa e passa a refletir o funcionamento real dos processos físicos. Isso cria uma nova dinâmica para a inteligência empresarial. A pergunta estratégica deixa de ser apenas como armazenar dados e passa a ser como transformar dados operacionais distribuídos em decisão organizacional. A próxima geração de dados corporativos não será criada em sistemas centrais, mas diretamente na operação. O RUÍDO DO MERCADO A narrativa dominante no setor de tecnologia costuma simplificar essa transformação. A promessa recorrente é que a combinação de IoT, Edge Computing e redes avançadas automaticamente transformará empresas em organizações orientadas por dados. Na prática, a realidade costuma ser menos linear. A maioria das empresas consegue coletar dados operacionais. O desafio maior está em interpretar esses dados e incorporá-los aos processos de decisão. Grande parte dos projetos de IoT ainda se encontra em fases de teste, pilotos ou implementações localizadas. Escalar essas iniciativas exige integração tecnológica, governança de dados e mudanças organizacionais que muitas vezes são subestimadas. Ou seja: a tecnologia está disponível, mas a maturidade organizacional ainda está em evolução. O QUE ESTÁ REALMENTE ACONTECENDO A geração distribuída de dados corporativos depende da interação de três camadas tecnológicas principais: Internet das Coisas, computação de borda e infraestrutura de conectividade. A Internet das Coisas funciona como o ponto inicial desse fluxo. Sensores e dispositivos conectados capturam informações diretamente do ambiente físico desde o desempenho de máquinas industriais até condições ambientais, movimentação de ativos e comportamento de consumidores em espaços físicos. Esses dados são predominantemente operacionais. Diferentemente dos registros administrativos tradicionais, eles descrevem como os processos realmente acontecem. Na indústria, sensores instalados em equipamentos permitem monitorar vibração, temperatura e consumo energético. A análise desses dados pode indicar padrões de desgaste em componentes mecânicos, possibilitando manutenção preditiva e reduzindo paradas inesperadas na produção. No agronegócio, sensores de solo e estações meteorológicas conectadas ajudam produtores a acompanhar condições de cultivo em tempo real. Informações sobre umidade, nutrientes e temperatura permitem ajustar irrigação e uso de fertilizantes de forma mais precisa. No varejo físico, tecnologias como sensores de presença e etiquetas RFID permitem observar o fluxo de clientes dentro das lojas e monitorar estoques com maior precisão. Esses dados ajudam empresas a reduzir rupturas de estoque e compreender padrões de circulação dentro do ambiente comercial. Na área da saúde, dispositivos vestíveis e equipamentos médicos conectados permitem acompanhar indicadores fisiológicos de pacientes de forma contínua, criando novas possibilidades para monitoramento remoto e intervenções precoces. Esses exemplos mostram que a IoT não representa apenas uma camada de conectividade. Ela transforma processos físicos em fluxos de dados analisáveis. IMPACTO E APLICABILIDADE NO BRASIL No Brasil, a adoção de soluções baseadas em Internet das Coisas tem avançado principalmente em setores que dependem de operações físicas intensivas. Agronegócio, energia, mineração, logística e indústria estão entre os segmentos que mais utilizam sensores, dispositivos conectados e sistemas de monitoramento para acompanhar o funcionamento de ativos e otimizar processos operacionais. No agronegócio, a agricultura de precisão se tornou um dos exemplos mais visíveis dessa aplicação. Sensores instalados no solo, drones e imagens de satélite permitem monitorar lavouras em larga escala, acompanhando variáveis como umidade, temperatura e condições do solo. Com base nesses dados, produtores conseguem ajustar decisões de plantio, irrigação e aplicação de insumos com maior precisão, reduzindo desperdícios e melhorando a produtividade. Na logística, tecnologias de rastreamento de veículos e cargas também se tornaram cada vez mais comuns. Sistemas de telemetria permitem acompanhar rotas, consumo de combustível, comportamento de condução e condições de transporte em tempo real. Isso amplia a visibilidade sobre a operação, facilita a gestão de frotas e contribui para a redução de custos operacionais. Apesar desses avanços, a adoção da IoT no país ainda ocorre de forma desigual. Em algumas regiões, limitações de infraestrutura de conectividade dificultam a implantação de soluções em larga escala. Além disso, muitas organizações enfrentam desafios relacionados à integração com sistemas legados e à escassez de profissionais especializados em dados, automação e segurança digital. Como resultado, grande parte das empresas ainda se encontra em fases iniciais de adoção, conduzindo projetos piloto ou implementações localizadas antes de expandir essas tecnologias para toda a operação. Essa etapa de experimentação é comum em processos de transformação tecnológica e tende a definir o ritmo de expansão das iniciativas nos próximos anos. 100mi de dispositivos IoT sensores e equipamentos começam a transformar processos físicos em dados analisáveis. 90% menos latência aplicações críticas conseguem responder em tempo real. dados processados na borda decisões operacionais passam a acontecer mais perto da fonte dos dados. 75% dos dados corporativos serão gerados fora dos data centers tradicionais até 2030. A inteligência das empresas está migrando dos sistemas centrais para a borda da operação.(IDC / Lenovo) /wp-content/uploads/2026/03/A_Revolucao_dos_Dados_na_Borda.mp4 O debate sobre a geração de dados na borda da operação costuma destacar principalmente o potencial tecnológico dessas soluções. No entanto, na prática, essa transformação tende a ocorrer de forma mais gradual do que muitas narrativas de mercado sugerem. O avanço da Internet das Coisas, da computação de borda e das redes inteligentes indica que uma parcela crescente dos dados corporativos passará a ser produzida fora dos ambientes tradicionais de tecnologia da informação. Sensores, dispositivos conectados e infraestruturas inteligentes passam a registrar continuamente informações sobre o funcionamento de processos físicos, ampliando a capacidade das organizações de monitorar suas operações em tempo real. Esse movimento cria oportunidades relevantes para otimização operacional, automação de processos e desenvolvimento de novos

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Isenção do FISTEL para IoT no Brasil

ISENÇÃO DO FISTEL PARA IoT NO BRASIL A Internet das Coisas deixou de ser promessa tecnológica. Ela já está presente no agronegócio, na indústria, na logística e na infraestrutura urbana. A decisão estratégica, portanto, não é mais se a IoT será adotada, mas em quais condições ela será economicamente viável no Brasil. A prorrogação, por cinco anos, da isenção de tributos que incidem sobre dispositivos IoT incluindo as taxas do FISTEL altera diretamente essa equação. O tema pode parecer regulatório, mas seu efeito é operacional e financeiro. Ele impacta a capacidade real de escalar projetos. A escala da IoT no Brasil depende menos de tecnologia e mais de viabilidade econômica. O RUÍDO DO MERCADO A narrativa dominante associa o crescimento da IoT à expansão do 5G, à computação em nuvem e à inteligência artificial. A promessa implícita é que o avanço tecnológico, por si só, garantiria a massificação. Na prática, o principal obstáculo sempre foi estrutural. Dispositivos IoT operam, em sua maioria, com baixo valor unitário e margens reduzidas. A incidência de taxas fixas anuais por equipamento cria uma distorção econômica severa quando o modelo depende de milhares ou milhões de sensores distribuídos. Não se trata de capacidade tecnológica. Trata-se de arquitetura de custo. O QUE ESTÁ REALMENTE MUDA A legislação recém-sancionada prorroga a desoneração de tributos que incidiriam sobre dispositivos de Internet das Coisas e satélites de pequeno porte, incluindo as taxas de fiscalização de instalação e funcionamento vinculadas ao FISTEL. Sem essa isenção, cada dispositivo ativo estaria sujeito a cobrança anual. Em um ecossistema projetado para operar em grande escala, esse custo recorrente inviabilizaria modelos baseados em sensores de baixo valor. Um equipamento que custa poucas dezenas de reais não pode sustentar uma taxa anual proporcionalmente elevada. A prorrogação não cria a IoT no Brasil. Mas remove um fator que limitava sua escalabilidade. IMPACTO SETORIAL No agronegócio, sensores de solo, clima e rastreamento animal dependem de volume e baixo custo unitário para gerar retorno consistente. Na indústria, monitoramento de máquinas e manutenção preditiva exigem milhares de pontos de coleta distribuídos. Em cidades inteligentes, iluminação pública, gestão de resíduos e monitoramento ambiental operam com alta densidade de dispositivos. Na saúde conectada, dispositivos de monitoramento remoto precisam ser economicamente acessíveis para viabilizar modelos preventivos. Em todos esses casos, o custo fixo por dispositivo afeta diretamente o modelo de negócio. A desoneração não garante adoção automática, mas restabelece viabilidade econômica. Ganho de Eficiência +25% Sensores em escala elevam performance operacional. Indústrias Digitalizadas 69% Adoção inicial já consolidada. Projeto com 100 Mil Dispositivos: Impacto milionário Taxa fixa anual altera o ROI em cinco anos. /wp-content/uploads/2026/02/videoplayback.mp4 O debate sobre IoT costuma enfatizar inovação. A decisão real envolve estrutura. A prorrogação da isenção do FISTEL reduz uma barreira crítica à expansão da Internet das Coisas no Brasil. Ela cria previsibilidade temporária e melhora a viabilidade financeira de projetos de larga escala. No entanto, escala sustentável dependerá de planejamento, arquitetura operacional e governança. Não se trata de celebrar incentivo fiscal. Trata-se de entender seu papel estratégico. O FBIoT seguirá atuando para que a evolução regulatória acompanhe a maturidade tecnológica do país, transformando complexidade em decisão qualificada. Menos promessa. Mais aplicação. CONCLUSÃO REFERÊNCIAS Indústria 4.0: 69% das indústrias brasileiras fazem uso de tecnologia digital – Agência de Notícias da Indústria 69% das indústrias brasileiras usam tecnologias digitais; veja raio-X da Indústria 4.0 no país Sua visão fortalece o ecossistema de IoT no Brasil Queremos evoluir a cada edição, trazendo conteúdos cada vez mais relevantes para o desenvolvimento do IoT no país. Sua avaliação é fundamental para aprimorarmos a curadoria, aprofundarmos os debates e conectarmos ainda mais o mercado, a indústria, o setor público e a academia. Conte para nós o que achou desta edição e aproveite para sugerir temas que você gostaria de ver nas próximas newsletters do Fórum Brasileiro de IoT. Newsletter_FBIoT Full NameEmailMensagemSubmit RECENTES Consolidação do 5G no Brasil Isenção do FISTEL para IoT no Brasil iBOI – “Mais IoT na pecuária”